Como 'forasteiro' e racha entre aliados elevaram protagonismo da eleição para Senado em SC
Pesquisa Quaest para o Senado de Santa Catarina - 24 de setembro Historicamente coadjuvante, a eleição para o Senado em Santa Catarina virou o centro das aten...
Pesquisa Quaest para o Senado de Santa Catarina - 24 de setembro Historicamente coadjuvante, a eleição para o Senado em Santa Catarina virou o centro das atenções neste ano com a entrada de Carlos Bolsonaro na disputa. A vinda do carioca, rotulado como "forasteiro" pelos adversários, desencadeou um racha interno no PL e na direita catarinense nos meses que antecederam as definições dos candidatos. Com a primeira vaga pré-definida para o "filho 02" do ex-presidente Jair Bolsonaro, apoios e coligações no estado também foram moldados, empurrando a própria disputa pelo governo catarinense para o segundo plano naquele momento. Quem são os candidatos? Veja nomes, partido e número ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Divulgada na quinta-feira (25), a segunda pesquisa Quaest da eleição deu novos contornos na indefinição: Carol De Toni (PL) tem 17% das intenções de votos, Carlos Bolsonaro obteve 16%. Atrás, está Esperidião Amin (PP), com 15%. Tecnicamente, os três estão empatados. Ao adicionar o quarto colocado na disputa, Décio Lima (PT) que tem 10% dos números, a indefinição segue. Isso porque, pelo levantamento, Carlos, Esperidião e Décio também estão empatados. Ainda nos dados da última pesquisa Quaest, os números mostraram que 38% dos eleitores ainda podem mudar de voto até o dia 4 de outubro, enquanto 62% dizem que a escolha é definitiva. Debate para o Senado Dança das cadeiras Primeira colocada numericamente na pesquisa, Carol de Toni teve o nome questionado na disputa dentro do próprio Partido Liberal (PL) no começo de 2026, ainda na época de pré-campanha. Com o pouso de Carlos em Santa Catarina, a legenda começou a cogitar reservar as cadeiras para o vereador carioca e Amin, numa tentativa de uma coligação com o Progressistas (PP). Em fevereiro, a deputada federal eleita com a maior votação do estado em 2022 anunciou que sairia do PL para concorrer por outra legenda à vaga diante da negativa pelo partido. Nessa dança das cadeiras, Carol recebeu apoio de Michelle Bolsonaro, esposa de Jair Bolsonaro e madrasta de Carlos. Amin foi alçado como outro nome à direita, já que o plano inicial de articulação previa que o governador Jorginho Mello, presidente do PL catarinense e candidato à reeleição, indicaria o nome de Carol de Toni, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro indicaria o de Esperidião Amin para a disputa ao Senado. No entanto, Amin foi escanteado publicamente pelos liberais quando Flávio Bolsonaro, candidato à presidência da república pelo PL, usou as redes sociais para confirmar que os nomes para a corrida em Santa Catarina seriam o do irmão e o de Carol. Amin, que é presidente do PP em terras catarinenses, escolheu, então, coligar com o PSD e anunciou apoio a João Rodrigues ao governo, afastando-se de Jorginho, mas defendendo voto em Flávio Bolsonaro à presidência. Desembarque do 'forasteiro' e novas composições Após construir uma carreira de sete mandatos como vereador no Rio de Janeiro, Carlos mudou seu título eleitoral para Santa Catarina em dezembro de 2025. O movimento atendeu à legislação, mas serviu como recado tanto para apoiadores e como opositores de que seria ele a escolha número 1 ao Senado pelo PL e um movimento do partido para aumentar o número de cadeiras no Congresso Nacional a partir de 2027. Com a chapa do PL "fechada", Amin compôs a coligação de partidos que também não encontraram espaço no Partido Liberal, a exemplo de MDB e PSD. O deputado estadual Lunelli (MDB) se candidatou ao Senado e foi aposta de voto casado. Na esquerda, que busca ocupar uma vaga no Senado após anos, a aposta foi em Décio Lima (PT), segundo colocado nas eleições ao governo em 2022 e que se aproveitou muito dos vários candidatos de direita naquela disputa, com nomes do PL, União Brasil, PP e Republicanos. A situação é semelhante em 2026. Em composição de chapa com Afrânio Boppré (PSOL), a esquerda se unificou em torno das candidaturas buscando avançar em meio à pulverização de nomes da direita. Carol de Toni, Carlos Bolsonaro, Esperidião Amin e Décio Lima, candidatos ao Senado por Santa Catarina Reprodução/Redes sociais Quem são os candidatos ao Senado por Santa Catarina em 2026? Afrânio Boppré (PSOL) Ana Lucia da Silveira Machado (UP) Carlos Bolsonaro (PL) Carol (PCO) Carol de Toni (PL) Décio Lima (PT) Esperidião Amin (PP) Jeferson Rocha (PRD) Joaninha de Oliveira (PSTU) Lunelli (MDB) Marcos Dorval (PSTU) Marlene Soccas (UP) Túlio de Amorim Pfuetzenreiter (Missão) Reveja os VÍDEOS mais assistidos do g1 SC